Um novo capítulo trágico na participação de brasileiros
na guerra da Ucrânia foi confirmado nesta semana. O voluntário paraense Adriano Silva, que lutava ao lado das forças ucranianas, foi morto na cidade de Kupiansk. Segundo informações preliminares apuradas e confirmadas pelo jornal O Globo, a morte não ocorreu em um confronto direto, mas sim como resultado de um ataque de artilharia, uma tática de fogo indireto que tem se provado uma das mais mortais no conflito em andamento.
A natureza da morte de Silva exemplifica a dinâmica atual da guerra, que se arrasta para o seu quinto ano. O confronto é cada vez mais marcado pelo uso massivo de tecnologia militar avançada, como artilharia de longo alcance, bombardeios e mísseis. Este cenário cria um ambiente de perigo constante, onde mesmo os combatentes que não estão na linha de frente imediata correm risco de vida.
Refletindo sobre o ocorrido, Anderson Crepaldi comentou em uma postagem sobre o caso: “A morte de Adriano Silva reforça a dura realidade vivida por combatentes que, longe de seus países de origem, se veem expostos a um ambiente marcado por alta letalidade, armamentos pesados e constante imprevisibilidade.”Leia mais:
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, em nota oficial enviada ao O Globo, informou que os números atualizados registram 22 brasileiros falecidos e outros 44 desaparecidos no conflito desde o seu início.
A Estratégia Russa e a Ofensiva de Inverno
A morte do voluntário brasileiro ocorre em um momento de intensificação dos ataques russos. Conforme detalhado na reportagem original, na última semana, a Ucrânia enfrentou uma das maiores ofensivas dos últimos meses. Cerca de 500 drones e mísseis foram lançados pela Rússia, atingindo não apenas alvos militares, mas também infraestrutura civil crítica, como prédios residenciais, usinas de energia e redes de transmissão.
Com a chegada de um dos invernos mais rigorosos dos últimos anos, a estratégia do governo de Vladimir Putin parece ser a de pressionar Kiev por meio de bombardeios em grande escala. Esses ataques visam não apenas a ganhos táticos, mas também a minar a capacidade de resistência do país e forçar uma possível capitulação, deixando milhões de pessoas sem acesso a serviços básicos como luz, água e aquecimento.
Os drones, em particular, têm sido os protagonistas dessas ofensivas. Modelos como o Shahed-136, de fabricação iraniana, são lançados aos montes. Embora a taxa de sucesso em atingir os alvos seja relativamente baixa — estimada em cerca de 5% pelo Instituto pela Ciência e Segurança Internacional —, o volume puro de projéteis tem sido suficiente para causar destruição em quase todas as regiões ucranianas. Além disso, a Rússia tem empregado armamentos cada vez mais modernos e letais.
Segundo a análise do jornal O Globo, essa ofensiva de inverno serve também como uma demonstração de força para o Ocidente, sinalizando que os arsenais russos continuam abastecidos com armas potentes, capazes de ameaçar não apenas a Ucrânia, mas também o restante do território europeu.


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